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Homens que queremos ser





A necessidade de conversar com os homens surge ao percebermos que eles são parte central do problema da violência contra a mulher e da prática do machismo. Para enfrentar essa problemática Flávio Urra construiu uma metodologia para trabalhar com homens e masculinidades, tomando por base a educação popular feminista com seu caráter democrático, horizontal e solidário, em busca de relações justas e igualitárias. Utilizando-se dos referenciais teóricos de gênero, masculinidades e ideologia. Fazendo a interpretação com base na construção sócio-histórica do machismo brasileiro.


Nas oficinas e vivências os homens são desafiados a refletir sobre seus atos individuais e coletivos, com destaque para as discriminações e violências sofridas e exercidas. Sendo conduzidos pelos facilitadores para perceber a cultura machista e patriarcal como mantenedora de relações de dominação dos homens sobre as mulheres.


No processo socioeducativo são apresentados pelos facilitadores conceitos sobre a construção social da violência, destacando a aprendizagem dos meninos desde tenta idade, na observação de comportamento violento de outros homens, nas brincadeiras e jogos infantis, permeados de violência, discriminação e assédio sexual. Procurando desnaturalizar padrões atribuídos a mulheres e homens como essência humana, desmistificar estereótipos e concepções sobre o que é ser homem ou mulher na sociedade.


O proposta atua no sentido de reduzir os danos na vida de mulheres e homens, proporcionando um conjunto de informações que possa evitar violências, pois, o ciclo da violência caminha das pequenas violências que naturalizadas e incorporadas nas relações, podem se transformar nas grandes violências. Percebemos nos grupos que os participantes incorporam em seus discursos noções sobre respeito à dignidade humana e respeito à diversidade de comportamentos humanos.

Flavio Urra